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JOSÉ PAULO DE ANDRADE |
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15/09

José Paulo de Andrade é jornalista, âncora da Rádio Bandeirantes. Ele apresenta os programas "O Pulo do Gato" e "Jornal da Bandeirantes Gente". Foi meu primeiro diretor de jornalismo e o responsável por eu ter surgido neste meio. É com grande prazer e honra que apresento esta entrevista com o Zé Paulo.
TNW - Desde quando você torce pelo São Paulo?
JPA - Desde que me entendo por gente, há cinquenta e oito anos (1950, com 8 anos), influenciado por meu pai, são-paulino e ouvinte dos grandes narradores de rádio da época, Aurélio Campos, da Rádio Tupi, e Geraldo José de Almeida, da Rádio Record.
TNW - Você costuma ir ao estádio?
JPA - Desde que deixei a assessoria de Comunicação, em 1997, nunca mais fui.
TNW - Qual o melhor time do São Paulo que você viu jogar?
JPA - Pelas conquistas mais importantes, o dos anos 90, bi da Libertadores e Mundial.Mas como torcedor, inesquecível o de 1957, campeão paulista,sob o comando do técnico hungaro Bella Gutman e, no campo, do "Mestre Ziza".
TNW - Qual foi a última partida que você assistiu no Morumbi?
JPA - Não guardei, porque não sabia que seria a última...
TNW - Qual foi o jogo que mais marcou em sua vida, aquele jogo que você não vai esquecer jamais?
JPA - Os 5 x 1 de 1993, contra o Universidad Catolica, em que o time deu show de bola, e, assim mesmo, o goleiro Zetti praticou a sequência mais impressionante de defesas que já vi: quatro, de chutes à "queima roupa", superando a marca de três seguidas do uruguaio Rodolfo Rodriguez, no gol do Santos.Esse é um lance que gostaria de ver repetido em programas esportivos e que raramente foi mostrado.
TNW - Você estava presente neste jogo?
JPA - Sim, mas houve outros, como os 4 x 0 contra o Newell's, também de 93, em que tivemos de reverter os 2 x 0 da Argentina.
TNW - Qual o título mais importante que o São Paulo ganhou, em sua opinião?
JPA - A síntese de uma era vitoriosa foi o jogo com o Barcelona, na final do Mundial Inter-clubes de 1992. O gol de falta de Raí resume a história gloriosa do São Paulo.
TNW - Faça uma Seleção do São Paulo de todos os tempos, do goleiro ao ponta-esquerda. A composição tática fica por sua conta.
JPA - Zetti - Cafu- Mauro Ramos de Oliveira - Roberto Dias e Leonardo;
Dino Sani - Cerezzo - Raí - Cacá; Muller e Careca.
Muitos outros mereceriam citação, do presente e do passado como Poy, Gerson, Pedro Rocha, Chicão, Sergio Valentim, Waldir Peres,Rogério Ceni, Silas, Gino Orlando, Serginho Chulapa, Ricardo Rocha, Valber, Palhinha,Denilson, etc...
TNW - Qual o seu maior ídolo entre os jogadores do Tricolor em toda a história?
JPA - José Ribamar de Oliveira, o Canhoteiro, "show man", porém jogador de um só título.
TNW - Você é sócio do clube?
JPA - Sou sócio desde 1958, logo após a conquista do título paulista de 1957.
TNW - Pratica algum esporte no clube?
JPA - Como cardiopata tenho minha atividade esportiva limitada.
TNW - Participa de alguma maneira da vida do São Paulo?
JPA - Fui conselheiro entre 1990 e 1998 e, como assessor de Comunicação, no primeiro mandato do Presidente Fernando Casal de Rey, elaborei o projeto de criação da atual Diretoria de Comunicação, aprovado pelo CD, e que permite a inclusão, no órgão diretivo, de mais um são-paulino disposto a trabalhar, geralmente profissional da área, que engloba Imprensa, Propaganda e Marketing e Relações Públicas;
TNW - Acompanha o noticiário de algum esporte amador do São Paulo?
JPA - Bastou ter a camisa tricolor para acompanhar (voley, futebol de salão, boxe). Infelizmente não temos tido destaque ultimamente em nenhum deles.
TNW - Este ano fomos vice da Libertadores, do Paulista e da Recopa. O que você acha que vai acontecer neste Campeonato Brasileiro?
JPA - Apesar da queda de produção, após a perda da Libertadores, a combinação de resultados nos tem favorecido e nos mantido na liderança. Mas não podemos jogar fora pontos como contra o Flamengo (empate no Rio), Fortaleza (empate no Morumbi, perdendo penalidade máxima no último minuto) e Corinthians (empate 0 x 0, contra 9 jogadores durante setenta minutos).
Só nesses três jogos foram seis pontos desperdiçados, que poderão fazer falta ao final.
Está na hora de conquistarmos esse título, o tetra, que obtivemos pela última vez há quinze anos.