Home ] 1 ] 2 ] 3 ] 4 ] 5 ] 6 ] 7 ] 8 ] 9 ] 10 ] 11 ] 12 ] 13 ] 14 ] 15 ] 16 ] 17 ] 18 ] 19 ] 20 ] 21 ] 22 ] 23 ] 24 ] 25 ] 26 ] 27 ] 28 ] 29 ] 30 ] 31 ] 32 ] 33 ] 34 ] 35 ] 36 ] 37 ] 38 ] 39 ] 40 ] 41 ] 42 ] 43 ] 44 ] 45 ] 46 ] 47 ] 48 ] 49 ] 50 ]

 

FUTEBOL

20/02

SÃO PAULO VENCE CLÁSSICO E AFUNDA PALMEIRAS

Deu a lógica neste domingo, no Morumbi. O São Paulo teve tranqüilidade e venceu o Palmeiras por 3 a 0 no clássico válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista.

O placar confirma um longo tabu favorável ao time comandado por Emerson Leão. O São Paulo não perde para o Palmeiras pelo Paulistão desde 1997. O último placar favorável à equipe do Parque Antártica aconteceu em março daquele ano, 1 a 0 (gol de Viola). Desde então, nos oito jogos disputados, o time do Morumbi venceu sete e empatou apenas um.

Além disso, o São Paulo ainda desempatou o retrospecto histórico entre as duas equipes. Agora, nos 257 clássicos disputados, o time do Morumbi venceu 87 e perdeu 86. Outras 84 partidas acabaram com igualdade no placar.

Para completar, o São Paulo continua impossível no Morumbi. O time comandado por Leão não perde no Morumbi há 16 confrontos. O último insucesso aconteceu no dia 1 de setembro de 2004, pelo Campeonato Brasileiro, 3 a 2 para o Coritiba. De lá para cá, o a equipe do Morumbi venceu 11 jogos e empatou outros quatro.

Com a vitória, o São Paulo se consolida na liderança do Campeonato Paulista. O time de Emerson Leão soma agora 22 pontos e segue sem derrotas na temporada.

O Palmeiras, em contrapartida, segue em reta descendente. A euqipe do Parque Antártica não vence há cinco partidas e estaciona nos dez pontos. O último placar favorável aconteceu no dia 26 de janeiro, dentro de casa, 3 a 1 sobre o Paulista de Jundiaí.

E os gols do São Paulo foram marcados por três personagens curiosos. Diego Tardelli abriu o placar e assumiu a liderança isolada da corrida dos artilheiros do Estadual. Rogério Ceni fez o segundo, o 35º da carreira dele. E Luizão completou o placar, o primeiro dele com a camisa do clube.

As duas equipes voltam a campo na próxima quinta-feira, em jogos válidos pela nona rodada do Campeonato Paulista. O São Paulo recebe a Portuguesa Santista, no Morumbi, às 20h30. No mesmo horário, o Palmeiras encara o Atlético Sorocaba no estádio Parque Antártica.

O jogo
O técnico Candinho chegou ao Palmeiras no sábado, véspera do clássico com o São Paulo. E encontrou uma equipe pressionada pelo mau retrospecto, que ainda iria encarar o líder do Campeonato Paulista. Por isso, optou por uma escalação com três volantes no meio-campo (Magrão, Marcinho e Correa) e deu mais liberdade aos laterais Bruno e Lúcio.

No entanto, o São Paulo soube explorar os espaços deixados às costas dos alas adversários. Assim, o time comandado por Emerson Leão foi melhor no início do clássico. Logo no primeiro minuto, Júnior cobrou escanteio da esquerda, Lugano desviou de cabeça no primeiro pau e Sérgio teve muito trabalho para defender.

Aos 5min, Grafite apareceu na ponta direita, aproveitando o avanço de Lúcio ao ataque, e invadiu a área com a bola dominada. Completamente imprudente, o zagueiro Nen segurou o camisa 9 pela camisa e cometeu a penalidade, a primeira favorável ao São Paulo que Emerson Leão assumiu o comando da equipe.

O engarregado pela cobrança foi o centroavante Diego Tardelli. Com muita categoria, ele colocou a bola no canto direito de Sérgio e inaugurou o placar no Morumbi. Foi o oitavo gol do camisa 19, artilheiro isolado do Campeonato Paulista (tem média de uma bola nas redes adversárias em cada partida).

Se o São Paulo dominava a partida antes de fazer o primerio gol, a diferença técnica entre as duas equipes ficou ainda mais evidente depois disso. Nervoso, o Palmeiras passou a abusar das faltas no meio-campo. Enquanto isso, a equipe de Emerson Leão tocava a bola lateralmente e fazia o adversário correr.

Porém, quando os laterais do Palmeiras começaram a ser eficientes, o time de Candinho cresceu e equilibrou o clássico. Aos 17min, depois de um escanteio cobrado por Correa, Ricardinho fez linda jogada pela direita e levantou a bola na cabeça do zagueiro Nen, que desviou no canto direito de Rogério Ceni. Com muito reflexo, o camisa 1 conseguiu defender.

Quatro minutos depois, Bruno conduziu pela direita, passou por dois marcadores e chutou de fora da área, de pé esquerdo. A bola passou muito perto da trave direita de Rogério Ceni, com muito perigo.

Depois disso, o nível do jogo caiu assustadoramente. As duas equipes erraram demais e não conseguiram mais criar oportunidades de gols.

Nos cinco últimos minutos, porém, a defesa do Palmeiras mostrou total descontrole. O São Paulo chegou com facilidade em três lances e só não ampliou a vantagem devido à inoperância do atacante Grafite.

Aos 38min, o camisa 9 recebeu nas costas de Nen, na direita, e teve muito tempo para arrumar a bola. Quando chutou, no entanto, exagerou na força e mandou por cima da meta defendida por Sérgio.

Dois minutos depois, Júnior cobrou escanteio da esquerda, Grafite subiu no primeiro pau e cabeceou para fora, à direita do camisa 1 do Palmeiras. Mas a chance mais clara aconteceu aos 42min. Diego Tardelli carregou pelo meio e trombou com Daniel. Grafite ficou com a sobra dentro da área, cara a cara com Sérgio, e bateu de primeira. O goleiro fex excelente intervenção e desviou para a linha de fundo.

No segundo tempo, tentando dar mais criatividade ao Palmeiras, o técnico Candinho tirou o meia Cristian (que esteve muito apagado no clássico) e promoveu a estréia do lateral-esquerdo Fabiano. Com constantes trocas de posição com Lúcio, o aumentou o poder ofensivo de sua equipe.

Apesar disso, o nível técnico do segundo tempo foi muito baixo. Apáticas, as duas equipes criaram pouco e os goleiros pouco participaram da partida.

Se não participou com as mãos, Rogério Ceni resolveu decidir com os pés. Aos 30min, o camisa 1 do São Paulo cobrou falta com perfeição e acertou o ângulo esquerdo de Sérgio, que nada pôde fazer para evitar o segundo gol do time comandado por Emerson Leão.

A vantagem do São Paulo, que já era enorme, ficou ainda maior aos 41min do segundo tempo. Cicinho surpreendeu e apareceu do lado esquerdo de campo. O lateral cruzou com perfeição e Luizão desviou de cabeça para marcar.

PALMEIRAS
Sérgio; Bruno, Nen, Daniel e Lúcio; Marcinho, Magrão, Cristian (Fabiano) e Correa (Claudecir); Ricardinho e Osmar (Adriano Chuva)
Técnico: Candinho
 

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Edcarlos, Lugano e Alex; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo (Renan) e Júnior (Fábio Santos); Grafite (Luizão) e Diego Tardelli
Técnico: Emerson Leão
 

Local: estádio Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Ednílson Corona e Flávio Lúcio Magalhães (ambos de SP)
Cartões amarelos: Magrão (P), Josué (S), Mineiro (S), Marcinho (P), Grafite (S), Fábio Santos (S), Luizão (S)
Gols: Grafite, aos 5min do primeiro tempo; Rogério Ceni, aos 30min e Luizão, aos 41min do segundo tempo

NOTAS:

Rogerio: teve pouco trabalho, mas quando foi chamado a intervir, foi bem. Ainda fez um gol. 9

Edcarlos: não deu o menor susto e ainda arriscou o ataque. 8

Lugano: comandou a defesa. Um verdadeiro líder. 8,5

Alex: para quem entrou numa gelada, sem contar com a confiança do técnico, foi muito bem. Não falhou e até abusou em algumas jogadas na área. 8

Cicinho: foi bem enquanto não teve a quem marcar. No segundo tempo ficou perdido com Fabiano e Lúcio caindo em suas costas. 7

Junior: de novo muito bem, armando o ataque e fazendo jogadas de linha de fundo. Não entendi sua substituição. 7

Josué: é um volante diferenciado. Sabe marcar, sabe apoiar e sabe jogar. Fez tudo isso hoje. 8

Mineiro: na base da raça, corre o campo todo e faz crescer o meio-campo do São Paulo. 7,5

Danilo: mais uma vez esteve abaixo do que se pode esperar. Está muito lento, sem ritmo de jogo. 5

Grafite: sofreu uma dura marcação do árbitro da partida. Mas foi o responsável por dois gols do São Paulo. Afinal, o pênalti e a falta que originou o segundo gol foram em cima dele. 8

Diego Tardelli: está causando espanto. Sua participação durante toda a partida e a calma para bater o pênalti. 8

Fábio Santos: jogou pouco tempo. Sem nota

Renan: jogou pouco tempo. Sem nota

Luizão: jogou pouco tempo. Mas fez um gol. Por isso merece 6

Leão: desta vez não gostei do seu trabalho. Não entendi a entrada de Fábio Santos no lugar de Junior e de Renan do posto de Danilo. 6