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02/02/2012

O tropeço em casa só não vai custar caro porque o regulamento é vergonhoso
 
Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tropeçou em pleno Morumbi nesta quinta-feira e apenas empatou com o Guarani. Um resultado que só não vai ser lamentado lá na frente porque neste Campeonato Paulista, o time faz 19 jogos disputando oito vagas. Ou seja, é impossível um time grande não estar na próxima fase, quando realmente começa a valer.
Mas o empate com o Guarani ligou a luz lá no fim do túnel. Que o time é bem mais forte e tem muito mais vontade que o do ano passado, isso não se discute. Só que está longe de ser considerado um elenco espetacular, o melhor do Brasil.
A ausência de Luis Fabiano vai nos custar muito caro nos próximos jogos. Ainda que Willian José marcou o seu nesta noite, mas ele não consegue preencher aquele espaço. Além do mais, temos, ainda, jogadores muito fracos no elenco e com posições que se tornam carentes. Caso, por exemplo, de Piris. Cícero também continuam mal, mas para o seu lugar temos Maicon e, a partir de domingo, Jadson.
No ataque Osvaldo vai ter que jogar. Não sei se no lugar de Fernandinho, o mais lógico, ou se no lugar de Willian José, voltando o time a jogar sem centro-avante fixo, mas ele será titular.
Hoje acho que Leão errou muito. Se foi bem ao escalar Casemiro no lugar de Denilson, foi muito mal ao manter Maicon no banco e Cícero jogando. Depois tirou Willian, que era a referência pelo meio, para colocar Rafinha (absolutamente ridículo). Maicon entrou no lugar de Casemiro e não tinha um jogador no meio para fazer o pivô. Por ali se revezaram Fernandinho (muito mal) e Lucas (não sabe jogar de costas para a defesa adversária.
Só com a entrada de Ademilson, por mais que ele caísse um pouco pelas laterais, a situação melhorou. Mas foi muito pouco para o São Paulo conseguir o gol da vitória contra o Guarani, em pleno Morumbi.
Não vou jogar por terra aqui o trabalho que vem sendo feito neste início de ano. Mas o resultado foi bom para colocarmos os pés no chão e sairmos das nuvens, que estávamos alcançando.
 
Paulo Pontes